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Algarve Circle

Os gems do Algarve

Lugares escondidos partilhados pela comunidade: quedas de água, miradouros, praias secretas e segredos locais. Conhece um? Adicione.

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Carrapateira Sunset HeadlandSunset spotNew

Carrapateira Sunset Headland

Aljezur

O Pontal da Carrapateira é uma língua de arriba e duna espetada no Atlântico, contornada por um caminho de terra com plataformas de madeira debruçadas sobre rocha negra e mar branco de espuma. Trilhos de pescadores percorrem as bordas, o areal imenso da Bordeira abre-se a norte e as ondas do Amado a sul, e ao entardecer junta-se ali uma mistura discreta de gente da terra e autocaravanistas para ver o sol entrar no mar. Faz-se a volta a pé numa hora ou de carro em dez minutos, mas a pé ganha sempre. Comece na aldeia da Carrapateira, siga no sentido dos ponteiros do relógio para levar o oceano à direita e mantenha as crianças afastadas das bordas das plataformas.

Ponta da Atalaia Fisherman's CliffsViewpointNew

Ponta da Atalaia Fisherman's Cliffs

Sagres

Entre a Praia da Mareta e o porto de pesca, a Ponta da Atalaia é onde Sagres se encontra de facto com o mar: lajes de calcário nu, mato rasteiro moldado pelo sal e pescadores de cana enorme, de vigia improvável sobre a ondulação. A vista corre para poente até ao promontório da fortaleza e daí até ao Cabo de São Vicente, e em outubro a ponta é um camarote para a passagem das aves marinhas. O pôr do sol aqui é mais calmo e menos encenado do que no cabo. Chega-se a pé em cerca de dez minutos, pela estrada do porto ou pela Mareta; mantenha distância das arribas escavadas, porque o vento sopra com força e não há vedações.

Alcalar Prehistoric TombsRuinNew

Alcalar Prehistoric Tombs

Portimão

Alcalar foi o centro cerimonial de uma comunidade calcolítica que cultivava este canto do Algarve, e o Monumento 7, restaurado, é a peça principal: uma mamoa de pedra com um corredor baixo que conduz a uma câmara em falsa cúpula, engenharia de cerca de 3000 a.C. para onde se pode espreitar a partir do corredor de entrada. À volta ficam vários outros túmulos em diferentes estados de escavação, e um pequeno centro interpretativo põe tudo em contexto. Vai quase de certeza ter o sítio só para si, com as cotovias e o vento por companhia. Está sinalizado a partir da Mexilhoeira Grande, junto à N125; combine com um almoço em Alvor ou na Figueira.

Caldas de Monchique Spa WoodsLocal secretNew

Caldas de Monchique Spa Woods

Monchique

As Caldas de Monchique juntam-se em torno de um largo inclinado onde os edifícios são em tons pastel, a copa das árvores é funda e só se ouvem pássaros e água a correr. Há cerca de dois mil anos que se procuram aqui as nascentes; o rei D. João II chegou em 1495 na esperança de que as águas o curassem. Acima do largo, o parque termal sobe ao longo da ribeira numa sucessão de tanques, pontes e recantos, e os caminhos continuam pela mata de eucaliptos e sobreiros. É o Algarve no seu registo mais pausado. Estacione na berma da estrada principal e desça a pé até ao largo; de manhã cheira a lenha e a folhas molhadas.

Silves Old Bridge and RiversidePhoto spotNew

Silves Old Bridge and Riverside

Silves

Toda a gente sobe ao castelo vermelho; poucos se demoram no rio. A Ponte Velha, medieval sobre fundações mais antigas e há muito tratada por ponte romana, continua a levar quem atravessa o Arade a pé, e as margens em volta são Silves no seu registo mais local: pescadores, esplanadas, manhãs de mercado e cegonhas a crepitar nas chaminés. Na maré vazia o rio recolhe-se em canais onde garças e limícolas se alimentam, com o castelo e a Sé empilhados sobre o casario caiado. Passe para a margem sul ao fim da tarde para a vista sobre a cidade e sente-se depois perto do mercado municipal enquanto a luz fica cor de laranja.

Bravura Reservoir ViewpointLocal secretNew

Bravura Reservoir Viewpoint

Lagos

A vinte minutos da costa, a Barragem da Bravura guarda um lago que serpenteia entre encostas de eucalipto e sobreiro, e quase ninguém faz o desvio. Atravesse o paredão para a vista clássica sobre o vale e apanhe depois os caminhos de terra ao longo da margem, para uma hora de passeio só com chocalhos de cabras por companhia. O nível da água sobe e desce com as chuvas, e nos anos secos a margem ganha um ar dramático. Não há café nem vigilância, e é exatamente por isso que se mantém sossegada. Suba por Odiáxere, leve piquenique e guarde o miradouro junto às comportas para a hora dourada.

Sítio das Fontes Springs ParkLocal secretNew

Sítio das Fontes Springs Park

Lagoa

O Sítio das Fontes é onde os lagoenses passam os domingos de piquenique enquanto os visitantes fazem fila para os passeios de barco uns quilómetros a jusante. As nascentes de água doce brotam para um tanque junto ao moinho de maré recuperado, os passadiços serpenteiam por sapal e mata, e garças e limícolas percorrem o lodaçal do estuário do Arade. Um pequeno anfiteatro de pedra encaixado na encosta recebe concertos de vez em quando. É um passeio plano e tranquilo, mais volta do que caminhada, ideal com crianças ou avós. Siga as placas a partir de Estômbar; ao fim da tarde a luz sobre o sapal é a melhor, e há mesas de piquenique debaixo das árvores.

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Quinta do Lago Wooden Bridge at DawnSunrise spotNew

Quinta do Lago Wooden Bridge at Dawn

Quinta do Lago

A meio da manhã, a ponte de madeira da Quinta do Lago é um desfile de sacos de praia; ao amanhecer pertence às garças, aos corredores e a quem se deu ao trabalho de pôr o despertador. O passadiço atravessa lago, sapal e duna a caminho da Praia da Quinta do Lago, e a luz rasante sobre a ria é o mais próximo de natureza selvagem que o Triângulo Dourado consegue. Em baixo, no canal, há sempre pescadores, e o trilho de São Lourenço começa junto ao lago, para quem quiser esticar o passeio. Estacione no parque da praia, ao fundo da avenida; chegar antes das oito, no verão, é também fugir à fila do estacionamento.

Milreu Roman VillaRuinNew

Milreu Roman Villa

Estoi

Milreu foi uma quinta de luxo entre os séculos I e IV, e o que resta lê-se com uma clareza rara: paredes de balneários com mosaicos de peixes e golfinhos, lagares de azeite e o grande templo sobre pódio que os primeiros cristãos converteram em igreja, um dos poucos casos do género em Portugal. Os painéis explicativos são bons e o sítio raramente tem mais do que meia dúzia de visitantes ao mesmo tempo, por isso pode ver tudo com calma, à sombra, enquanto a paisagem rural em volta faz perceber o conforto da vida romana no campo. Combine a visita com os jardins do palácio, ali ao lado em Estói: são uns dez minutos a pé entre os dois.

Estói Palace GardensPhoto spotNew

Estói Palace Gardens

Estoi

O Palácio de Estói foi o capricho de um fidalgo oitocentista e é hoje uma pousada, mas os jardins continuam abertos a quem os visita e são o verdadeiro prémio: terraços com balaustradas, painéis de azulejo azul e branco, estátuas, palmeiras e uma escadaria de fontes que apanha a melhor luz ao fim do dia. Fica mesmo ao lado do largo de Estói, pelo que se junta bem a um café na aldeia ou às ruínas romanas de Milreu, a dez minutos a pé. Nas manhãs de semana, fora da época alta, o silêncio é quase total. Entre pelo portão do jardim, em vez da receção do hotel, e suba os terraços de baixo para cima para o melhor efeito.

Salir Castle RuinsRuinNew

Salir Castle Ruins

Loulé

O castelo de Salir nunca teve uma restauração de postal, e é esse o seu encanto. Troços de taipa, a terra compactada com que os almóadas construíam no século XII, erguem-se entre casas e quintais no alto da aldeia, e percorre-se o antigo recinto fortificado por ruas do dia a dia. Um pequeno centro interpretativo conta a história do povoado islâmico, e do terraço no topo avista-se o Barrocal até à Rocha da Pena. Vá ao fim da tarde, quando a luz baixa aquece as paredes de taipa, junte a visita ao trilho da Rocha ou a um almoço na aldeia, e conte com ter o lugar quase só para si.

Ludo Trail Flamingo LagoonsWildlifeNew

Ludo Trail Flamingo Lagoons

Faro

O Ludo é a Ria Formosa na sua versão mais generosa: antigas salinas e lagoas de água doce cruzadas por caminhos de terra batida, planos, que se percorrem a pé ou de bicicleta entre o aeroporto de Faro e a Quinta do Lago. Os flamingos são a atração principal e estão presentes a maior parte do ano, acompanhados por colhereiros, pernilongos e, nos pinheiros, camaleões que dificilmente vai conseguir ver. O percurso liga ao trilho de São Lourenço, pelo que dá para uma manhã inteira de observação, e a pista do aeroporto compõe um cenário improvável para fotografias. Comece no caminho de terra junto à ponte da Praia de Faro ou do lado da Quinta do Lago, vá cedo pela luz e leve binóculos.

Ilha Deserta's Empty Far EndHidden beachNew

Ilha Deserta's Empty Far End

Faro

A Ilha Deserta, oficialmente Ilha da Barreta, é o ponto mais a sul de Portugal continental: sem povoação, sem carros e com um único restaurante junto ao pontão. A maioria dos visitantes fica ali perto, e é por isso que aconselhamos o contrário: siga o passadiço ou a linha de maré para sudoeste, em direção ao Cabo de Santa Maria, e em quinze minutos tem quilómetros de areal só para si, com bancos de conchas debaixo dos pés e a Ria Formosa inteira nas costas. Há barcos a partir do cais da baixa de Faro todo o ano, com mais frequência no verão. Não há sombra fora do restaurante: leve chapéu de sol, água e boné, e confirme a hora do último barco de regresso.

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Alte Village Springs

Loulé

A Fonte Grande e a Fonte Pequena dão água a Alte há séculos, e os tanques murados e as calçadas à volta continuam a ser o centro da vida da aldeia: batizados, festas de São João e almoços de domingo demorados à sombra. A ribeira corre fresca mesmo em agosto e as crianças chapinham nos canais rasos abaixo do açude. Nas paredes junto à água estão azulejos com versos de Cândido Guerreiro, o poeta da terra. Seguindo o caminho ao longo da ribeira, em dez minutos chega-se à pequena Queda do Vinagre, mais bonita depois das chuvas de inverno. Estacione à entrada da aldeia e desça a pé; de manhã está mais sossegado.

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Rocha da Pena Escarpment

Loulé

A Rocha da Pena ergue-se como uma muralha cinzenta sobre o Barrocal, a 479 metros, por cima de Salir. O percurso pedestre circular, com cerca de seis quilómetros, sobe por azinheiras e zambujeiros até ao planalto do topo, onde corre junto à borda um muro de pedra seca que se diz ter mais de dois mil anos. As aves de rapina planam à altura dos olhos e, em fevereiro, as encostas cobrem-se de orquídeas silvestres e amendoeiras em flor. Na descida passa-se pelos dois moinhos recuperados sobre a Penina. Comece no início do trilho na aldeia da Rocha, leve dois litros de água no verão e conte com cerca de três horas para a volta completa.

Cacela Velha SandbarHidden beachNew

Cacela Velha Sandbar

Cacela Velha

Cacela Velha é pouco mais de uma dúzia de casas, uma igreja e um fortim sobre a arriba, no extremo nascente da Ria Formosa. A magia está lá em baixo: com a maré vazia, a laguna transforma-se em águas mornas e pouco profundas e atravessa-se a pé até uma longa língua de areia branca, com o mar limpo do outro lado. Nos canais cultivam-se ostras, e a vista do adro da igreja é das mais bonitas do sotavento. Estacione na Fábrica ou acima da aldeia, confirme a tabela de marés antes de ir e leve tudo o que precisar, porque no areal não há sombra nem apoios.

Fonte Benémola Springs LoopLocal secretNew

Fonte Benémola Springs Loop

Loulé

Água todo o ano é coisa rara no Barrocal, e a Fonte Benémola tem-na sempre: nasce do calcário e desliza entre salgueiros, choupos e canaviais, perto de Querença. O vale, classificado como paisagem protegida local, é percorrido por um trilho circular de cerca de quatro quilómetros e meio, plano e com sombra em boa parte do caminho, ideal para famílias. Há cágados a apanhar sol nas pedras, libélulas sobre os pegos e, na primavera, as margens enchem-se de flores silvestres. É, para nós, o passeio de natureza mais fácil do Algarve central. Comece no pequeno estacionamento do lado de Querença e faça o circuito no sentido contrário aos ponteiros do relógio, para levar a ribeira a seu lado logo no início.

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Pego do Inferno Waterfall

Tavira

Uma pequena queda de água e uma lagoa verde escondidas no vale da Asseca, a dez minutos de Tavira. Alimentado pela Ribeira da Asseca, o Pego do Inferno cai sobre uma bancada de calcário ocre para um pego que, segundo a lenda, não tem fundo. Gerações de tavirenses aprenderam aqui a nadar e, nas tardes de verão, ainda há famílias a merendar nas rochas enquanto os mais novos saltam das lajes mais baixas. Os incêndios e as cheias foram levando os antigos passadiços, e é justamente por o acesso ser mais rústico que o lugar se mantém sossegado. Estacione junto ao caminho acima de Santo Estêvão e desça a pé o último troço; de manhã, a meio da semana, a água está mais límpida. Leve o lixo de volta consigo.

Praia do CasteloSunrise spot

Praia do Castelo

Albufeira

Beautiful viewpoint, walking trails, AND beach. Truly a wonderful gem.